Aprendendo a escutar! Reunião deste mês do Café com a Direção aborda o tema “A importância da Escuta”.

Aprendendo a escutar! Reunião deste mês do Café com a Direção aborda o tema “A importância da Escuta”.

☕ CAFÉ COM A DIREÇÃO
Texto de Raquel Favatto, Mãe e colaboradora do Colégio Carbonell. ?
Utilizando o vídeo do psicanalista Christian Dunker como pano de fundo (disponível em bit.ly/AprenderAEscutar), a última edição do Café com a Direção realizada em 03/05/21 abordou o tema “A importância da Escuta”.
A temática trouxe à baila uma importante reflexão a respeito do cuidado em nossas relações, em estar aberto e se colocar no lugar do outro para que a escuta genuinamente aconteça, não a partir de mim, das minhas convicções, ou ancorada em meu julgamento, mas de forma a me transportar para o lugar onde o outro está.
Em um mundo onde a intolerância, a indiferença e a hiperindividualização se fazem presentes nos noticiários, nas redes sociais, e mesmo no nosso cotidiano sem tempo para o outro, a incapacidade de escutar vai sendo incorporada e aprendida, seja quando não deixamos nossos filhos terminarem de falar e já completamos sua frase, quando fazemos escolhas por eles, quando estabelecemos monólogos ao invés de diálogos ou quando iniciamos uma conversa manipuladora, induzindo o outro a dizer o que queremos ouvir, por exemplo.
Na ocasião, foi lançado o convite para esse exercício diário de voltarmos nossa atenção para escutar respeitosamente, generosamente, por inteiro, com interesse no que o outro tem a dizer, construindo pontes para um futuro melhor, com relações mais saudáveis.
O encontro foi encerrado com um trecho do livro O Amor que Acende a Lua, de Rubem Alves, que resume bem a discussão do grupo:
“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.”